Resultado de estudo com Kappaphycus em Manjericão surpreende pesquisadores

Um novo estudo realizado pela #Unesp, #UFSC, #FAPESP e #CNPq traz resultados surpreendentes na utilização da #KappaphycusAlvarezii no #manjericão. A espécie tem demonstrado potencial como fonte de compostos bioativos que otimizam o vigor vegetativo e a arquitetura da planta.

Estudos liderados por @alinenunes_bio, em cenários de campo e #hidroponia, avaliaram o efeito do extrato em sistemas de agricultura em ambiente controlado (#CEA).

  • Em #hidroponia, a concentração de 5% produziu efeitos morfológicos excepcionais: aumento de 120% no número de nós e 37% de aumento na massa seca das raízes.
  • No campo, observou-se incremento de altura, otimização do número de nós e aumento da #biomassa aérea e radicular.

 

Um novo estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Júlio de Mesquista Filho), Unesp – Universidade Estadual Paulista UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Universidade Federal de Santa Catarina e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) CNPq traz resultados surpreendentes na utilização da Kappaphycus alvarezii no manjericão.

A busca por bioinsumos sustentáveis para aumentar a eficiência agronômica e a resiliência das culturas tem estimulado o desenvolvimento de extratos de macroalgas. A espécie Kappaphycus alvarezii tem demonstrado potencial como fonte de polissacarídeos, aminoácidos e compostos bioativos que podem atuar como bioestimulantes, otimizando vigor vegetativo, arquitetura da planta e metabolismo (evidências e dados apresentados por Algas Brasil).

Dois estudos liderados pela pesquisadora @alinenunes_bio , em cenários de campo e hidroponia, foram desenhados para avaliar o efeito de diferentes concentrações do extrato sobre parâmetros morfológicos e bioquímicos do manjericão, testando sua aplicabilidade prática em produções comerciais e em sistemas de agricultura em ambiente controlado (CEA).

No campo testaram-se concentrações de 1%, 3%, 5% e 7% e observaram-se efeitos positivos em massa aérea fresca (todos os tratamentos), aumento de inflorescência (5% e 7%), incremento de altura (3% e 5%), otimização do número de nós (3% e 7%) e aumento da massa fresca radicular (7%).

Em hidroponia, a concentração de 5% produziu efeitos morfológicos excepcionais: aumento de 120% no número de nós e 37% de aumento na massa seca das raízes versus controle; também foram relatados aumentos de açúcares solúveis, amido e carboidratos totais com 5% e 7% de concentração. Os resultados indicam que o extrato de K. alvarezii atua como bioestimulante potente, com respostas mais intensas em ambiente controlado (hidroponia).

  • Materiais e Métodos (síntese)
  • Material: Extrato de Kappaphycus alvarezii
  • Planta teste: Manjericão (Ocimum basilicum).
  • Tratamentos e desenho experimental:

Estudo em campo: aplicações de extrato em concentrações de 1%, 3%, 5% e 7% (comparados a um controle sem aplicação). Parâmetros avaliados: massa aérea fresca, altura, número de nós, inflorescência final, massa fresca de raízes, fenólicos totais, carboidratos totais e aminoácidos totais. (Relatório mostra diferenças significativas por tratamento)

Resultados

1) Hidroponia — resultados numéricos reportados

  • O experimento em sistema hidropônico apresentou respostas morfológicas expressivas:
  • Número de nós: +120% (tratamento 5% vs controle).
  • Massa seca das raízes: +37% (tratamento 5% vs controle).
  • Composição bioquímica: elevação de açúcares solúveis, amido e carboidratos totais nas concentrações 5% e 7%.

Esses resultados apontam para um efeito bioestimulante muito forte em ambiente controlado, sugerindo ação sobre partição de carboidratos e desenvolvimento radicular. (Fonte: relatório).

2) Campo — resumo qualitativo dos efeitos por concentração

O estudo em campo mostrou benefícios generalizados, mas com variação por parâmetro e por dose:

  • Massa aérea fresca: Todos os tratamentos (1%, 3%, 5%, 7%) apresentaram diferença significativa frente ao controle.
  • Inflorescência final: 5% e 7% foram particularmente eficazes.
  • Altura: Notável aumento em 3% e 5%.
  • Número de nós: otimizado por 3% e 7%.

Massa fresca de raízes: aumento observado apenas no tratamento 7%.

Compostos bioquímicos: 1% e 5% elevaram fenólicos totais; 3%, 5% e 7% apresentaram maiores teores de carboidratos e aminoácidos.

O relatório indica que a faixa 3%–7% cobre a otimização da maioria das variáveis, com 5% sendo uma concentração de “múltiplos benefícios” no campo e a concentração de 7% destacando-se para alguns parâmetros radiculares.

Os dois conjuntos de dados revelam que o extrato de K. alvarezii funciona como um bioestimulante com múltiplos mecanismos potenciais:

Estimulação do crescimento e arquitetura vegetal: O aumento extremamente marcado no número de nós em hidroponia (+120% com 5%) indica uma forte modulação da arquitetura da planta — possivelmente por compostos com atividade hormonal (auxinas, citocininas ou moduladores do equilíbrio auxina/citocinina) ou por polissacarídeos que alteram partição de carboidratos e sinalização de crescimento.

Melhora do sistema radicular: O ganho de 37% na massa seca das raízes (hidroponia) e o aumento na massa fresca das raízes no campo (7%) sugerem que o extrato favorece a formação de raízes mais robustas — beneficiando eficiência de absorção nutricional (especialmente relevante em fertirrigação e CEA).

Acúmulo de reservas e alterações metabólicas: Os aumentos observados em açúcares solúveis, amido e carboidratos totais (5%–7%) indicam redirecionamento do metabolismo primário para acumulação de reservas — importante para vigor pós-estresse e para síntese de metabólitos secundários. A elevação de fenólicos em 1% e 5% também sugere indução de vias secundárias com potencial antioxidante e de defesa.

Diferença entre sistemas (campo × hidroponia): A magnitude da resposta foi muito maior em hidroponia. Em CEA, fatores condicionantes (nutrição e água) são controlados; logo, o bioinsumo age num sistema onde variáveis limitantes foram minimizadas, permitindo expressão máxima do efeito bioestimulante. No campo, a variabilidade ambiental dilui parcialmente a magnitude do efeito, embora benefícios claros tenham sido reportados em várias doses

Os dados resumidos no relatório indicam que o extrato de Kappaphycus alvarezii é um bioinsumo promissor com efeitos bioestimulantes substanciais — especialmente em ambiente hidropônico (5% mostrando aumentos espectaculares no número de nós e massa radicular). Em campo, há respostas robustas na maioria das variáveis estudadas, com faixa ótima estimada entre 3% e 7% dependendo do parâmetro. Para transformar estas evidências em publicação científica completa, é imprescindível fornecer os dados brutos, protocolos analíticos e detalhes estatísticos.

Agradecimentos @agriculturasp @aptasp @alinenunes_bio